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2 mil pessoas se mobilizaram contra o corte na Educação o Acre

27/05/2019

Após o corte de 30% anunciado pelo Governo do presidente Jair Bolsonaro, na quarta-feira, 15 de maio, estudantes e entidades ligadas à educação realizaram manifestações e paralisação.

Escrito por: Por Hugo Costa/Jornal Opinião

No estado, quatro municípios registraram manifestações e protestos contra o corte de 30% anunciado pelo governo federal. Na capital, alunos, professores, técnicos e sindicalistas se reuniram na Universidade Federal do Acre (Ufac), em frente ao palácio Rio Branco e no Instituto Federal do Acre (Ifac). As mobilizações também aconteceram nas cidades de Xapuri, Tarauacá e Feijó.

Um grande número de populares marcaram presença no ato do dia 15/5Após o corte de 30% anunciado pelo Governo do presidente Jair Bolsonaro, na quarta-feira, 15 de maio, estudantes e entidades ligadas à educação realizaram manifestações e paralisação nacional em protesto contra o corte de verba destinada ao ensino.

Além do contingenciamento de repasse destinado a universidades federais e a programas de pesquisa, as entidades estudantis protestam contra as declarações polêmicas do Ministro da Educação Abraham Weintraub, que associou o corte a atos de “balbúrdia”.

Ufac

Na Ufac, estudantes e professores acamparam no campus no dia 14 e organizaram um ato na principal entrada da universidade às 7 horas manhã.

“O modelo que temos hoje de universidade não é pública, do jeito que tá nós já não temos insumos nos laboratórios, já não temos investimentos em ensino pesquisa e extensão que é o tripé da universidade. Com esse corte a universidade vai passar a ser elitizada”, disse uma das organizadoras do evento, Sara Lancelotti, do Movimento Universidades Populares (MUP).

O professor universitário, Ulisses James, declarou que a medida do governo é mais uma tentativa de asfixiamento da universidade e agora com um agravante, antes era somente o sufocamento financeiro agora já temos uma outra situação que é o sufocamento do pensar, é uma perseguição a liberdade de pensamento”. 

De acordo com a reitoria da Ufac se forem confirmados os cortes, a universidade só poderá se manter até junho deste ano.

Manifestantes com cartaz cobra valorização na educação no paisNo sentido de apoiar os estudantes e professores da educação, o deputado Jenilson Leite, compareceu a entrada da Ufac. “Uma decisão cruel e covarde do governo federal, que ao invés sinalizar para o Brasil, após ser eleito, com um projeto de desenvolvimento nacional, não vem apresentando a pauta do obscurantismo, a retirada de dinheiro das universidades, entregando nossas riquezas ao capital estrangeiro, mostrando que não tem nenhum compromisso com povo brasileiro”, disse o parlamentar.

Centro de Rio Branco

Milhares de acreanos foram as ruas contra a política de corte e reformas do presidente Jair BolsonaroMarcada para as 8 horas da manhã, em frente ao palácio Rio Branco, as centrais sindicais mobilizaram cerca de mil pessoas, entre professores e técnicos da educação.

“Eu estou aqui como militante da educação, sindicalista e presidente do Sinteac de Tarauacá, acredito que toda luta do trabalhador deve ser respeitada e como secretário municipal de educação digo que, respeito esse movimento e seja qualquer governo, independente do partido sou contra a qualquer corte na educação, ainda temos problemas no acesso, crianças fora das escolas, crianças sem creches e precisamos melhorar os salários dos professores”, afirmou o secretário. 

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rosana Nascimento afirmou ser contra o corte da educação e contra a Reforma da Previdência. “Nós somos contra qualquer tipo de corte de recursos da educação, nós queremos é mais recursos, e queremos também nossa aposentadoria especial pois essa reforma nos tira isso”, declarou a sindicalista.

Rosana Nascimento durante fala para os manifestantesO presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Jose Uchoa disse que” essa manifestação é muito ampla e vários setores se uniram com um único objetivo de defender a educação pública gratuita e de qualidade e que no momento está sob forte ataque do governo Bolsonaro que cortou de forma indiscriminada 30% dos recursos da educação, inviabilizando o funcionamento dos institutos federais e a universidade”.

O diretor da escola São Francisco de Assis I, Hildo Montysuma, foi categórico ao afirmar que, “esses cortes na educação, representam uma medida anti-povo, é uma medida de destruição do estado e do patrimônio nacional, a nossa maior riqueza é a educação do nosso povo, cortar os investimentos em educação significa matar o futuro da nação”, finalizou o diretor.


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