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Presidente da CUT/Acre denuncia tentativa de criminalização dos movimentos sociais

25/03/2014

"Querem criminalizar-me",afirma presidente da CUT/AC ,Rosana Nascimento

Escrito por: Assessoria de Comuncação

A presidente da CUT/Acre, Rosana Nascimento, convocou a imprensa no dia de ontem, para denunciar a tentativa de criminalização dos movimentos sociais, por conta do conflito agrário que se arrasta por vários meses na fazenda Jéssica, no seringal  Porto Luiz II, no município de Acrelândia no Vale do Abunã, isso porque a entidade abraçou a causa das famílias de sem-terra despejadas da propriedade rural, a sindicalista foi acusada injustamente em uma audiência de instrução na Comarca do município, de patrocinar invasão de terras e incitação, pelo advogado do fazendeiro. “Como sou servidora pública, porque motivo invadiria uma propriedade rural”, indagou a presidente da CUT/Acre, que lamentou a condução do caso.

As retaliações, segundo ela, começaram após a cobrança do cumprimento do Manual de Cumprimento de Mandados Judiciais de Manutenção e Reintegração de Posse Coletiva da Ouvidoria Agrária.  Como os posseiros não tinham para onde ir, crianças, idosos, mulheres, trabalhadores braçais e desempregados, ficaram acampados a beira estrada. Com uma área estimada em torno de 24 mil hectares, o seringal onde está situada a fazenda Jéssica, transformou em palco de disputa entre o fazendeiro e sem-terras.

Apesar deste conflito na área se arrasta por vários anos, depois que o superintende regional do Instituto Nacional de Colonização da Reforma Agrária (Incra), Raimundo Sabonete, ter acionado a justiça federal para cancelar as escrituras que foram expedidas irregularmente pelos cartórios dos municípios. Para surpresa do movimento social, durante a vistoria fundiária ficou comprovado áreas superpostas naquela região.  

O suposto dono que no primeiro momento sinalizou o interesse em negociar a propriedade rural voltou atrás, quando ficou sabendo que o Incra não arcaria com a multa estipulada em torno de  1,2 milhões de reais, expedidas pelos órgãos ambientais, recordou a sindicalista.   No curso da retomada da propriedade, ele usou o  expediente de legalizar a área remanescente (terras devolutas da União), para serem divididas em duas propriedades rurais: a fazenda Saara e Canãa, em nome das filhas que vivem em outros estados,  como mecanismo para justificar a cadeia dominial.

 “O programa terra legal do Ministério do Desenvolvimento Agrário –MDA já deixou claro que só legaliza mil e quinhentos hectares”, salientou a presidente da CUT/Acre.

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