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Violência no Campo

Escrito po: Rosana Nascimento, presidente da CUT-AC

11/07/2011

 

A CUT Acre preocupa-se com a violência no campo e vem acompanhando os conflitos pela posse de terra, inclusive na região do Sul do Amazonas, fronteira com o Acre e Rondônia. No Acre, Darlene- representante da Comissão Pastoral da Terra –CPT - e Cosmo ( CPT Boca do Acre),  vêem recebendo ameaças de morte. Preocupada, esta Central enviou um relato para Presidenta Dilma Roussef sobre as mortes e ameaças solicitando uma audiência com o Ministério da Justiça, Ministério dos Direitos Humanos, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Programa Terra Legal, para que o Governo possa tomar providencia quanto esta situação de violência com os trabalhadores rurais da agricultura familiar.

A preocupação é pelo fato de, nos últimos meses, aumentou de forma alarmante o número de lideranças de trabalhadores rurais assassinadas em Rondônia, Pará e outros estados da Amazonas. Por conta da proximidade com Rio Branco, a CUT acompanha os conflitos pela posse da terra na região do Sul de Labrea – AM, onde muitos foram assassinados brutalmente por pistoleiros tanto a mando de latifundiários quanto de madeireiros que exploram madeira ilegalmente. Temos feito várias denuncias no Ministério Publico, Policia Federal, encaminhadas para o Governo do Amazonas, que, inclusive, fizemos representação deste estado por não ter presença de poder publico nesta região.

A Presidenta Dilma, agiu de imediato, e encaminhou a denúncia para os órgãos competentes. O gabinete da presidenta já agendou com o Ministério da Justiça e os outros ministérios uma audiência com as CUT estaduais da Amazônia, as CPT regionais da Amazônia e as lideranças ameaçadas, dia 19 de Julho às 14h30min horas no Ministério da Justiça.

Não podemos admitir que, em um Estado democrático e de direito, ainda possa existir organização para exterminar lideranças de trabalhadores rurais que defendem a floresta, o meio ambiente, a produção da agricultura familiar, a terra para quem não tem. O país precisa fazer a regularização fundiária e garantir terra para quem nela vive há décadas. A mudança do código florestal precisa beneficiar os pequenos produtores e não o agronegócio que tem avançando na Amazônia, onde esta mudança tem refletido diretamente na expansão do agronegócio e intensificado também as mortes e  o crescimento da lista dos ameaçados.

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